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Deathgeist mostra pancadaria thrash metal repleta de técnica no Rocks Studio


Doses generosas de prazer pelo que se faz, com uma pitada de bom humor e empatia, mais uma quantidade exagerada de técnica e profissionalismo, tudo isso misturado às grandes influências do thrash e do heavy metal tradicional. Não existe receita pronta para um projeto dar certo. O fato é que a banda de thrash metal Deathgeist vem dando o que falar, tamanha a intensidade com a qual surgiu na cena underground. Convidados da Rádio Web Stay Rock Brazil para participação no Programa Live on The Rocks que vai ao ar nesta quarta-feira, 25, os músicos deram mostras de muita energia, sem dúvida, o tempero essencial dessa poderosa união. Gravado no Rocks Studio, zona sul da capital, a reprise do Live On The Rocks com a banda Deathgeist vai ao ar na sexta-feira, 27, às 21 horas.

A banda começou há pouco mais de um ano da reunião de músicos com vasta experiência e intensa atuação em trabalhos anteriores. O guitarrista e vocalista Adriano Perfetto e o guitarrista Victor Regep são ex-integrantes da banda de thrash metal Bywar, enquanto o baixista Mauricio Bertoni atuou na Voiden e Mystic, e o baterista Goro também toca nas bandas Prepared to Kill e Desgraça.

“Eu e o Victor começamos juntos no Bywar em 1997, lançamos alguns trabalhos, e mesmo com a saída dele e com o fim da banda em 2014, mantivemos o contato. Um dia, em janeiro do ano passado, o Victor me chamou para fazer um som de novo, começamos a compor e saíram umas coisas bem legais, como “Captured by Hell”. O Victor já conhecia o Maurício Bertoni, que topou tocar com a gente e depois da tentativa com outro baterista, chamamos o Goro, e é isso, a gente espera que essa seja a formação definitiva do Deathgeist”, conta o vocalista Adriano.

Vigor e autenticidade numa simbiose de trajetórias

Adriano explica ainda que, apesar das constantes menções e inevitáveis comparações com o Bywar, o que leva o Deathgeist a presentear os fãs com algumas músicas durante os shows, essa união dos músicos não se tratou de retomar o antigo trabalho e dar continuidade a ele. O que eles queriam, e que deu certo, era criar um trabalho completamente novo, repleto de vigor e autenticidade. “O final do Bywar deu origem a três bandas muito expressivas da cena thrash underground, Deathgeist, Warbound e Warshipper, então a gente entende que a galera que curte thrash ganhou muito com isso”, comemora o vocalista.

Com essa nova formação de músicos, o Deathgeist vem alcançando um trabalho mais maduro, um thrash metal mais apurado e tecnicamente diferenciado, o que fez com que a banda ganhasse vida própria, tendo no reconhecimento dos fãs uma espécie de herança dessa simbiose de trajetórias.

De acordo com o baixista Mauricio, conhecido pelos amigos como Cliff (em homenagem a Clifford Lee "Cliff" Burton, baixista do Metallica), essa energia e pegada especiais da banda vêm do fato de todos se dedicarem à música com extrema motivação: “É um tesão poder fazer aquilo que a gente gosta, da possibilidade de unir uma galera da velha guarda com sangue novo, e reunir elementos essenciais, como tesão, técnica, paixão pelo que faz, as influências, tudo isso faz o som sair naturalmente, seja na guitarra, no baixo ou na bateria”, vibra Cliff.

O resultado desse trabalho de busca pela essência do thrash metal, tanto nos ensaios quanto no palco, é a mais pura energia, uma espécie de tocar com a alma, evidência de dedicação, empenho, garra e paixão.

Engrossando o caldo

Além do heavy metal tradicional, recheado com Black Sabbath, Motorhead, Saxon, Judas Priest, outras influências deslumbram os músicos do Deathgeist, como o thrash metal europeu, bandas como Kreator e Destruction, mas também nomes da cena nacional, como Sepultura, MX, Centurias, entre outras, e influências do thrash metal americano da Bay Area.

Sobre a parte de composição da banda, Adriano explica que o debut teve tratamento cirúrgico: “Quando voltamos a fazer músicas para o Deathgeist, me internei dentro do estúdio para compor algumas das músicas do álbum, eu e o Victor fizemos alguns sons juntos, como “Thrash Metal Fire” e “Mass Holocaust”, e para mim acabou sendo muito fácil fazer alguns sons, como “Day of No Tomorrow”, “Captured by hell”, que foram feitas bem simples, um thrash metal limpo”.

Com o lançamento do 1º álbum, o Deathgeist penetrou em um circuito bastante interessante de shows, e já se apresentaram em cidades como Osasco, Votorantin, Bauru, em várias casas de São Paulo, e quem tem acompanhado esse percurso da banda na cena underground de perto, tem percebido a energia dos fãs nos shows e comemorado essas pulverização sonora da banda com muita alegria.

“As coisas estão virando de um jeito muito rápido, estamos recebendo muitos convites de organizadores e produtores, a gente tem agora marcado shows em São Caetano, Campinas, Belém do Pará, um lugar que vai ser bem legal, temos muito contatos no Norte e Nordeste do país, regiões que têm uma cena muito forte, uma galera insana, que valoriza sobremaneira as bandas autorais”.

Além dos shows, o Deathgeist se prepara para a gravação de um videoclipe ainda no 2º semestre deste ano, o que vai projetá-los ainda mais na cena. Com a banda consolidada, a expectativa é que essa gostosa interação engrosse o caldo do próximo álbum, quando os músicos poderão dedicar tempo para compor juntos, pensar nas letras, nos riffs, nas levadas da bateria e do baixo.

Homenagem do poeta Utrila

Já se tornou um hábito, uma teimosia divertida, uma mania tresloucada de reunir trechos das músicas das bandas convidadas do Programa Live on The Rocks e transformá-las em um poema. Claro, com o Deathgeist não foi diferente, confira abaixo a criação do poeta Utrila.

Meus brothers do Deathgeist, ouvindo o som da banda, posso dizer que novamente está acesso o “FOGO DO THRASH METAL” brasileiro. Num País “ONDE AS REGRAS DO MAL” são impostas, nos sentimos como um anjo “CAPTURADO PELO INFERNO”, condenado a permanecer nas garras de um demônio cruel pelo resto da eternidade.

Estamos a mercê dessa mídia tradicional que expõe o “HOLOCAUSTO EM MASSA”, onde a “NAVALHA DA MORTE” deixa a nossa cultura transpassada pelo “FANTASMA DA TORTURA”.

E deixando o “ESPÍRITO DE BRUXARIA” de lado, não vamos esperar o “DIA DO AMANHÔ para ouvir três sonzeras que a banda vai detonar agora no Live On The Rocks.

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