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Dirty Glory mostra Hard Rock de primeira no Live On The Rocks


E a série de edições especiais do Programa Live On The Rocks surpreende mais uma vez os ouvintes da Rádio Web Stay Rock Brazil. Nesta quarta-feira (22), os apresentadores Adilson Oliveira, Renato Menez e Rogério Utrila entrevistaram com muito entusiasmo a banda de Hard Rock Dirty Glory, um quarteto de peso que durante o gostoso bate-papo no Rocks Studio esbanjou simpatia, técnica, conhecimento de como fazer música com qualidade, otimismo e positividade na hora de assumir: foda-se o sucesso, nós queremos mesmo é fazer música. Se você perdeu o programa desta quarta, não se desespere; a reprise vai ao ar na próxima sexta-feira, dia 24 de agosto, às 21h, fique ligado!

Eles são jovens, bem humorados, inteligentes e estão na pegada de fazer um som extremamente autêntico, com altas doses de um tipo de rock’n’roll que simplesmente os liberta de rótulos e convenções. Os músicos Jimmi DG (vocal), Andre Reichhardt, o Rei, (guitarra), Sas (bateria) e Vikki Sparkz (baixo) são a alma da Dirty Glory, banda formada em 2011, em São Paulo. Mind the Gap, álbum lançado em 2015, projetou a banda para a estratosfera e rendeu ao grupo alguns videoclipes expressivos, como os das músicas “Fire”, “Sticks and Stones”, “Every Time I Think About You” e “Mr. Jack”, que deixaram clara a intencionalidade da banda.

Guns N' Roses, Led Zeppelin, Pink Floyd, Black Sabbath, Van Halen, Extreme, Living Colour, Mr Big. Do punk rock ao blues, as influências que marcam a sonoridade da Dirty Glory exacerba os limites do gosto musical de cada um dos integrantes. Nas mãos dos músicos, esse caldo se transformou em mote para composições fortes e autênticas, com uma identidade bastante característica do jeito glorioso, sujo no aspecto visceral, com o qual eles se apresentam.

“Sempre gostei de Hard Rock, desde muito novo. Comecei a tocar com 12 anos, em casa meu pai tinha álbuns do Bon Jovi e Van Halen, então cresci ouvindo Classic Rock. Hoje em dia, eu procuro escutar a maior variedade possível de sons para tentar pegar influências diferentes para incrementar nossas músicas na hora de compor”, explica o baixista Vikki.

A mistura das principais influências e referências musicais dos rapazes da Dirty Glory rende à banda uma pegada rock’n’roll pesada e diversificada, marcadamente diferente do Hard Rock oitentista. Mente aberta para novos estilos, os músicos aproveitam os elementos positivos de cada um e conseguem, como poucas bandas, fugir de rótulos limitadores da criatividade, que muitas vezes impedem algumas sacadas essenciais ao processo de criação.

Entre um som e outro, várias sacadas

Uma rica mistura de influências que deixam o som da banda encorpado, pesado e poderoso, tecnicamente bem trabalhado e repleto de energia. Esse é o diferencial da Dirty Glory. “Sempre tentamos buscar uma energia próxima a do AC/DC, se a gente pudesse definir o rock’n’roll numa única banda, essa seria a banda: tem riff, é direto, não tem balada e tem uma energia contagiante. Essa energia é referência para nós, essa que a galera quer pular, cantar, entrar na música junto com a gente”, vibra Rei, o guitarrista.

Sobre o processo de composição, a Dirty Glory preza por riffs e refrões marcantes e os músicos sempre priorizam unir essas duas partes para alcançar a plenitude do projeto. Depois de algumas horas tocando, a coisa começa a fluir naturalmente. Rei compartilha com os rapazes alguns desses riffs alcançados em momentos de pura inspiração e, juntos, eles selecionam os melhores, aqueles que combinam com as ideias iniciais do refrão. A partir do riff e do refrão, a banda constrói os versos e as pontes, uma espécie de quebra cabeça perfeito. A letra da música, segundo os rapazes, é a última coisa que entra.

Essa plenitude é resultado de muito trabalho, técnica, mas também da forte amizade entre os músicos. Ao longo dos tempos, eles amadureceram muito como banda e estão em perfeita sintonia, e isso os permite se reconhecer em meio ao trabalho, observar as características de um e outro músico em cada som e se sentem mais confortáveis para se expressar musicalmente.

Outra sacada da Dirty Glory foi a versão incrível que a banda fez para a música “Uma Noite e Meia”, de Marina Lima. A ideia, que surgiu de uma brincadeira durante um ensaio repleto de distorções, deu tão certo que ela já foi batizada pela banda como uma de suas preferidas em meio ao setlist. “Desde a primeira vez que a tocamos, rolou uma energia tão boa que não deixamos mais de tocá-la, para mim ela tem uma referência de AC/DC muito forte”, comenta Jimmi. Quem assina a produção da versão de “Uma Noite e Meia” é o músico e produtor Henrique Baboom, forte referência para as bandas de Hard Rock.

De acordo com os rapazes da Dirty Glory, a energia entre eles e Baboom foi algo bastante positivo e vibrante, por isso eles já vislumbram trabalhos futuros. A novidade é que a própria Marina Lima achou uma delícia a versão pesada que a Dirty Glory fez e confessou que ela ficou bastante parecida com a versão original, diferente daquela que chegou às paradas de sucesso, no final dos anos 80.

What´s next?

O segundo álbum da banda já está pronto, um trabalho que promete versatilidade e diversidade sonora. Em fase de pré-produção e na iminência de gravação em estúdio, o álbum contará com doze faixas, dentre elas baladas, rock’n’roll estradeiro, porrada, Hard Rock, uma surpresa aguardada por fãs e amigos com bastante ansiedade.

“O primeiro álbum focou bastante na seleção de músicas que destacaram a banda em meio ao estilo Hard Rock. Nesse álbum, já com a nova formação, estamos mais soltos e leves, já entendemos o modo de funcionamento do processo de composição, do lançamento do álbum, do circuito de shows, e concluímos que não precisamos nos apegar ao rótulo, claro, o Hard Rock será sempre a nossa influência principal. Nesse sentido, esse disco é mais honesto, é mais a gente”, explica Rei.

Em sua fase de concepção, o novo disco também exige que a banda pense e elabore estratégias para o seu lançamento nas redes sociais e nas plataformas digitais, sem perder de vista que o modo de consumo do produto música nos dias de hoje é completamente diferente de outros tempos: “Viemos de uma época em que era comum comprar CDs na loja, chegar em casa, tirar o plástico do disco, colocar o disco no CD player, pegar o encarte, ler quem fez, produziu, participou, e começar a entender mais da banda”, observa Rei.

De olho em diferentes estratégias para divulgação da banda, os músicos da Dirty Glory fecharam uma parceria com a Krause Cervejaria para lançamento de uma witbier, uma edição especial mais cítrica e frutada, batizada de “Modern Gods”, nome de uma das músicas do álbum Mind the Gap, de 2015. Além de arrecadar fundos para a banda, a iniciativa ajudou a divulgar a Dirty Glory em sites especializados em bebidas e também divulgou a cervejaria em sites especializados em música, uma troca bastante interessante para ambos.

Sobre a importância das mídias sociais para alavancar o trabalho das bandas, o baterista Sas enfatiza a mudança de plataforma como algo positivo: “Não adianta apenas soltar uma coisa aqui e ali, o importante é você saber se tornar relevante e se conectar às pessoas como pessoas, essa é a grande diferença que a rede social pode fazer no trabalho da banda”, pontua o baterista.

Para as bandas que estão na estrada batalhando por visibilidade e espaço para mostrar seu trabalho, Rei manda um recado surpreendente, de músico para músico: “Não fique chateado se você não fizer um puta sucesso, se não te convidarem para tocar no Rock in Rio e se de um dia para a noite você não alcançar 1 milhão de seguidores e fãs na sua página. Faça por amor à música, nós não estamos nem ai para o sucesso, estamos nos divertindo pra caramba, encontrando os amigos sempre, fazendo uma música legal, tocando, se você está tocando, se está curtindo, então foda-se o sucesso”.

Inspirações do poeta Utrila

Os rapazes da Dirty Glory também não conseguiram escapar das quinquilharias poéticas do apresentador Rogério Utrila, que muito embora tenha afirmado estar sem ideias e com baixa inspiração, animou os músicos, que curtiram o poema. Segue mais uma do poeta Utrila:

Meus brothers da Dirty Glory, ouvindo o som da banda posso dizer que estão “ALÉM DO TEMPO” devido à qualidade e “A ENERGIA” que motivam as pessoas com suas músicas. Me faz sentir “20 ANOS SEGUINDO EM FRENTE”.

Ultimamente, ando sem inspiração, culpa dessa “PORRA DA RAÇA HUMANA” que digladia com “VARAS E PEDRAS” por futilidades, estão todos “FALHANDO NO TESTE” e acreditando que a verdade está nos tais “DEUSES MODERNOS”; abram os olhos, pois “A SENTENÇA” pode ser escrita num “RELÂMPAGO NEGRO” e acabar tudo em “FOGO”.

“TODA VEZ QUE PENSO EM VOCÊ” lembro que chegou a hora de pedir para a banda detonar três sonzeras aqui no Live on the Rock.

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