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Com shows no Brasil, Slash diz que rock perdeu espaço, mas 'não está morto'


Guitarrista virá ao Brasil em maio para oito shows com os Conspirators; em Pernambuco, se apresenta em 1º de junho, no Classic Hall.

Ele pode estar em muitos lugares, mas o seu nome sempre sobressai. Não importa se no Guns N' Roses, nos extintos Velvet Revolver e Snakepit ou no atual Myles Kennedy and the Conspirators — Slash é quase sempre maior do que a soma de todas as outras partes de uma banda. O guitarrista de 53 anos que ficou conhecido por ter criado riffs históricos no Guns N' Roses no final dos anos 1980 ("Paradise City", "You Could Be Mine", "Sweet Child O' Mine", "November Rain", para ficar nas mais famosas) retorna ao Brasil em maio e junho para shows em oito cidades. Ele virá com o grupo Slash featuring Myles Kennedy and the Conspirators. Já é um dos projetos mais longevos do artista. Lançaram o primeiro disco em 2012; há pouco, saiu o terceiro, "Living the Dream".

"Bandas diferentes ou grupos de pessoas diferentes são muito distintos entre si. Não há similaridades", afirma o guitarrista ao ser questionado a respeito das peculiaridades das bandas por que já passou. "As personalidades são diferentes, o jeito de tocar é diferente e, mesmo que tudo seja rock 'n' roll e grupos de cinco pessoas, são coisas únicas." O terceiro disco de Slash e os Conspirators foi gravado no início de 2018. "Estávamos em uma folga entre as pernas da turnê e fizemos a pré-produção e a produção do álbum." A turnê em questão era "Not in this Lifetime", gigantesca série de shows que marcou o reencontro de três integrantes da mais célebre formação do Guns N' Roses: Axl Rose, Duff McKagan e Slash. Eles não pisavam juntos no mesmo palco desde 1993.

A série de shows teve início em abril de 2016 e se estendeu até dezembro do ano passado. Passou pelo Brasil por duas vezes (em novembro de 2016 e em setembro de 2017). Slash não quis fazer comentários relacionados ao Guns N' Roses, mas já soltou em entrevistas que a banda tem músicas novas e que pode lançar um disco em breve — de acordo com a relação do Guns N' Roses com o tempo, esse "breve" pode significar desde julho de 2019 até dezembro de 2030. "Eu faço o que me vem naturalmente, mas, ao mesmo tempo, aspectos diferentes do meu trabalho funcionam de maneiras diferentes nas bandas. É difícil explicar. Eu componho e vejo se funciona. Se não funcionar, escrevo algo diferente", diz o guitarrista sobre o processo de composição. "E talvez o que não funcionou para um funcione para o outro. Então você meio que vai se adaptando em relação a eles." Pode ser Guns, pode ser Velvet Revolver, pode ser Conspirators: algo que não muda quando ouvimos uma banda de Slash é um certo espírito californiano de rock, ensolarado, tradicionalista. "Nunca pensei nisso, mas é possível. Quase todos os discos que fiz foram gravados na Califórnia, mas não sei se isso se aplica a todos eles." Além do talento claro como guitarrista, Slash é uma figura que personifica o rockstar que tem um estilo de vida excêntrico e perigoso. É fascinado por cobras, anda sempre com uma cartola preta, não tira retratos sem estar segurando uma garrafa de Jack Daniels. No palco, adora tocar sem camisa e com um cigarro na boca. É quase como se perguntássemos: o que é rock and roll? Uma das respostas possíveis seria: Slash. Por ser quem é, ele não fica muito feliz quando fala do atual momento do rock, que tem perdido cada vez mais público para gêneros como rap, funk e R&B. "Acho que o rock definitivamente não está mais no comando em termos de viabilidade comercial. E isso já está acontecendo há algum tempo", afirma o guitarrista. "Mas as coisas são o que são. Sempre haverá mudanças na indústria da música. Mas o rock não está morto de jeito nenhum." Pode ser uma questão geracional? Será que os mais jovens simplesmente perderam o interesse pelo rock? "De alguma maneira, pode ser, sim. Mas estou percebendo que há muitos garotos pegando guitarras e que estão loucos para aprender a tocar rock and roll, mais até do que se via antigamente. E me parece que estão fazendo isso pelas razões certas. Então, acho que está chegando aí uma nova geração. Vamos ver o que acontece." Slash é um daqueles músicos que aparentam estar em uma interminável turnê, sempre tocando em diversas partes do mundo. O que ouve, vê e lê quando tem algum tempo livre? "Bem, ouço algumas coisas de passagem, as pessoas me presenteiam com discos, eu ouço rádio, tenho contato com músicas novas aqui e ali", conta. "Tento ficar a par do que está rolando." "Já com o cinema é mais difícil. Gosto de filmes de horror, e o último a que assisti e gostei foi 'Hereditário'. 'Um Lugar Silencioso' é bom; o remake de 'It' foi ótimo. Tem uma leva legal de novas séries na Netflix e na Amazon Prime", diz. "Estou lendo um livro ótimo sobre o festival de Altamont [realizado em 1969 na Califórnia com bandas como Rolling Stones e Jefferson Airplane e que terminou com uma mulher assassinada a facadas e outras três mortes], que me deram recentemente. Não me lembro do nome do autor. E tem também um outro livro sobre a máfia russa." Slash featuring Myles Kennedy and the Conspirators Onde e quando: em Olinda, 1º/6, no Classic Hall Quanto: a partir de R$ 135 em ingressorapido.com.br Outras apresentações: Porto Alegre (21/5), Florianópolis (22/5), Curitiba (24/5), São Paulo (25/5), Uberlândia (MG) (27/5), Brasília (29/5) e Fortaleza (3/6) Classificação: 16 anos

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