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Colunista Cláudio Magalhães acompanha o Balbags Fest e conta detalhes


Domingo cinzento em São Paulo, típico dia de inverno se não estivéssemos no primeiro dia de março. E com esta temperatura do lado de fora da Arena Sertaneja que ocorreu o primeiro Balbags Fest, organizado pelo Rodrigo Baldave, com apoio da Stay Rock Brasil.

De cara, a casa é bem grande e a altura do palco impressiona. Isso tira um pouco da proximidade dos músicos com o fã, o qual foi compensado com um som forte e bem equalizado, além da iluminação e painel de fazer inveja à muitas bandas estrangeiras. Mostrando que as bandas de metal estão muito adaptadas a lugares com grande capacidade, tanto de público como de potência.

O evento se deu com a parceria do Moto Clube Kripta, de São Paulo, que comemora seu segundo aniversário e foi chamada como dama de honra para apresentar o evento Camila Costa, Programa Refúgio, da Radio Exclusiva FM. Em muitos momentos viu-se a união entre o pessoal do Moto Clube com os roqueiros que formavam grupos para se interagir e prestigiar as bandas. Estava no ar um clima de confraternização entre todos, principalmente das bandas que chegaram cedo e puderam ver a apresentação uma das outras.

Como alguns imprevistos fazem parte dos grandes eventos e a quantidade de bandas, seria normal que houvesse um ou outro pequeno atraso, mas que em nada tirou o brilho das apresentações. Entre algumas atrações de abertura, o Projeto Headbangers tinha em seu cast o baterista Herbert Loureiro, Nelson Junior, Will Costa no baixo, Marcos Vox, Marcio Sanches e Mauricio Fernandes que tocaram clássicos de Queen, Ozzy, Judas. A primeira banda do “cast” principal a subir no palco foi o Living Metal, descarregando potência com seu metal tradicional em clássicos de seu set list, entre elas: Are You Ready for Metal, Back to the 80´s, Fire on Two Wheels entre outros petardos muito bem interpretados pelo seu front: Pedro Zuppo, que se encaminha para ser um dos grandes nomes do metal nacional.

Em seguida entrou a banda Pastore, capitaneada por um dos grandes nomes do metal nacional e por que não dizer mundial? Volto a dizer, temos grandes personagens neste país que se fossem americanos, seriam “deuses”. Enfim, Pastore tem uma facilidade imensa de cantar, e o faz com maestria entre clássicos de sua banda e de seus mestres. Um show que beira a perfeição para um artista com o nome que tem.

Já havia terminado a tarde quando o power trio Attomica subiu ao palco com um thrash que marcou seu nome no metal brasileiro. André Rod segura todo o peso da banda junto com o também “pesado” Argos e desfila seus vocais em clássicos como Black Death que abriu o show e Deathraiser. A banda ainda continua muito entrosada devido à longa vida na estrada, além de Marcelo Souza que dá todo um toque especial no palco com seus solos rasgados, já típico dos shows desta banda. Na próxima atração, a banda King Bird teve um hiato com o Attomica e o Foose fez uma rápida passagem de alguns clássicos do heavy metal; uma delas com o retorno ao palco do vocalista Pastore que fez todos se arrepiar com Burn, do Deep Purple. E foi o Foose que agitou o público e principalmente o pessoal do Kripta, tocando o hino do Moto Clube, composta pela própria banda, o que fez este ser também um dos pontos altos do evento.

Com todo o palco montado para uma das mais tradicionais bandas do metal paulistano, o King Bird subiu no início da noite, com o vocalista Ton Cremon fezendo as honras de apresentar o novo membro da banda, o guitarrista Marccos Chaves, que junto a Silvio Lopes na outra guitarra, Marcelo Ladwig na bateria e Fabio Cesar, baixo, fizeram um som coeso e com a competência que sempre lhe foram peculiar. Notava-se claramente que o espaço de frente ao palco começou a ser mais preenchido, digo porquê a parte que circunda a frente do palco, é composta por mesas onde estavam diversas famílias de músicos e amigos que com o decorrer do espetáculo foram se aproximando para ver as apresentações mais de perto.

Após a saída do King Bird, um tempo para que o palco fosse arrumado para uma das principais atrações da noite, o lendário Salário Mínimo, que adentrou ao palco do Arena com sua tradicional abertura, músicas da banda sendo tocadas em diversas estações de rádio, trocadas as sintonias por um fã. Havia uma certa atmosfera tensa no ar devido ao seu vocalista China Lee ter emitido um comunicado oficial na manhã do domingo, o desligando do Salário Mínimo. Mesmo assim, clássicos como Anjos da Escuridão e Dama da Noite foram tocados com maestria pela banda, que goza de um imenso prestígio por parte do público. E ficou notório quando seu front-man chamou ao palco o pequeno guitarrista Ruy, o baterista André, filho do Vagão e a cantora Pricila para participarem da música Delírio Estelar e ai o palco virou uma imensa festa que se encerrou com Cabeça Metal. Agora ficamos no aguardo do destino da banda. Encerrando a fria e chuvosa noite, a banda Silver Mammoth, liderada pelo vocalista Marcelo Izzo, tocou seu classic rock calcado em trabalhos lançados pela banda desde 2010 e a expectativa de seu novo trabalho: Wester Mirror.

Esperamos que este seja o primeiro de outros eventos que a Balbags esteja à frente, junto ao Rodrigo Baldave e a Stay Rock Brasil e possamos fazer deste evento algo que marque esta nova geração que está buscando seu espaço. O primeiro “fest” foi marcado com um saldo muito positivo.


*Cláudio Alexandre Magalhães é escritor, poeta, músico e escreve sobre rock’n roll no Cotia Agora.

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