Search

Kim'Banda: Projeto musical que une afrofuturismo, diáspora africana e Rock



O ARTISTA

Kimbamda – O Rock é preto ” é um projeto músico-audiovisual idealizado pelo artista Henrique Krispim que tem como objetivo unir afrofuturismo, diáspora africana e rock ‘n roll. O projeto nasceu de um momento de profunda ressignificação artística e pessoal vivida pelo artista, quando veio a necessidade de insurgir como artista negro e trazer para sua música uma visão afrocentrada.


Formado em Composição e Regência, Henrique Krispim é cantor, instrumentista e ativista do movimento negro. A música é seu dom, e a voz é seu maior instrumento de transformação social. Nasceu na periferia da cidade de Mauá, em São Paulo, e desde jovem está envolvido em projetos sociais e políticos da região. Foi professor de canto do Coral Incanto da Serra, em Rio Grande da Serra, onde dava aulas para crianças em situação de vulnerabilidade social. Com esse projeto venceu o prêmio Mapa Cultural Paulista de 2007-2008. Também deu aulas de musicalização infantil no Projeto Menino Guri da comunidade do Heliópolis em São Paulo.


Com mais de 20 anos de carreira musical, transitou pela MPB e pelo Folk nacional. Nos últimos 2 anos se dedicou como vocalista e líder da Horário Nobre Retro Band, tocando trilha sonora de novelas em casas paulistanas como Ton Ton Jazz e Teatro UMC, em festivais gastronômicos públicos e gratuitos realizados no Memorial da América Latina e também em projetos especiais como o #CinemaAlémDoFilme, onde fez uma série de shows dentro das salas de cinema da rede Cinesystem.


Como artista independente já realizou diversos shows em festivais e eventos como a Virada Cultural Paulistana no CEU Alvarenga (2014), o Festival Música no Parque em Barueri (2018), o Projeto Sons do Metrô na estação Paraíso (2015), já tocou com Paulinho Pedra Azul no Clube Brazileria (200x) e fez o show de abertura para a banda 5 a Seco no CEU Alvarenga em 2015.


De 2015 a 2019 foi idealizador e coordenador do projeto Club do Folk, que revelava novos talentos do folk nacional com apresentações intimistas baseadas no conceito de palco aberto. A partir desse projeto gravou o EP Folk SpaceMan (2017), produzido por Diego Oliveira do selo Benjamin Existe, que foi apresentado no Festival de Verão e no Festival do Cambuci, ambos na cidade de Ribeirão Pires (SP). Em 2016 assumiu a coordenação de marketing da casa de shows Lapa 40 graus SP, onde idealizou e coordenou os projetos Baile Folk e Quinta Folk, contando com participações de Renato Teixeira, Chico Teixeira, Zé Geraldo, Nô Stopa e Maurício Baia. Ainda na esfera do folk, entre 2007 e 2014 participou do Clube de Compositores do Grande ABC se apresentando semanalmente com músicas autorais. Sua canção entitulada " " foi escolhida para entrar no EP realizado coletivamente pelos músicos participantes.


Recentemente foi entrevistado pelos programas SPTV e Bem Estar, da Rede Globo, onde falou sobre o projeto “KrisX – O Futuro é Preto” e sobre ser um homem negro no meio musical brasileiro. Também participou do podcast Geleia Baioque, do cantor Rodrigo Régis, onde falou sobre afrofuturismo.


A PROPOSTA

A ideia central do projeto músico-audiovisual “Kimbanda – O Rock é Preto” é unir afrofuturismo, diáspora africana e rock ‘n roll em um show acompanhado por um documentário, apresentados simultaneamente no palco junto com uma performance de dança.


Henrique Krispim e a banda Kim'Banda tocarão canções populares da música preta brasileira que são homenagens aos orixás africanos, em versões rock 'n roll com pitadas de soul e música eletrônica. Entre o setlist proposto estão as músicas Canto de Ossanha (Baden Powell), Cavaleiro de Aruanda (Tony Osanah), Babá Alapalá (Gilberto Gil), e a canção autoral Sorriso de Oya (KrisX). Dançarinas transexuais negras estarão realizando performances de dança simbolizando cada orixá representado nas músicas tocadas.


No intervalo entre cada música serão apresentados pequenos trechos de um documentário que será produzido pelo artista. Nele as músicas serão contextualizadas, explicando a história de cada canção. A ideia é falar brevemente sobre a história de cada orixá africano e explicar também o conceito de afrofuturismo.


A apresentação visa proporcionar ao público uma verdadeira viagem à diáspora africana através da música, da dança e do audiovisual. O objetivo é proporcionar representatividade para que o povo preto possa conhecer e reconhecer sua história nos palcos, e ressignificar a história musical preta brasileira buscando na diáspora africana o conceito musical negro que está ligado a todas as assências musicais, do rock ao blues, do funk ao jazz.


LEGADO

O projeto “Kimbanda – O Rock é Preto” visa trazer representatividade a um povo que há muitos anos não tem visibilidade significativa nas artes em geral. Quando somos representados sabemos que existimos, e o afrofuturismo traz esse protagonismo contra o apagamento da memória e da história negra africana.


É também um exercício de imaginação que faz o público visualizar a construção de um futuro preto como consequência da resistência do presente. Assim, a partir desse projeto o público será impactado com um outro viés cultural. Estamos acostumados a um olhar branco para o futuro, representado massivamente nos filmes de ficção científica e na música contemporânea. A chance de visualizar um novo futuro, um futuro preto, tem como objetivo despertar os sentimentos de pertencimento e insurgência.


Para viabilizar esse futuro que queremos, é fundamental repensar não apenas o ser humano mas também o meio onde ele vive. Assim, o projeto contará com um Green Captain, inspirado no programa de mesmo nome realizado nos espetáculos da Broadway. O Green Captain é um profissional responsável por supervisionar a produção e introduzir práticas sustentáveis de redução do impacto ambiental da performance. Alguns exemplos dessas práticas são: uso de lâmpadas e equipamentos de iluminação mais eficientes; introdução de programas de reuso de água e reciclagem; e melhor organização do deslocamento para os espetáculos visando reduzir a emissão de CO2.


INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

O projeto “Kimbanda – O Rock é Preto” já nasce como expoente máximo da representatividade com um palco totalmente preto: todos os integrantes da banda Kim'Banda, assim como Henrique Krispim, são negros, e as dançarinas convidadas para representar os orixás são transexuais negras.


Visando trazer essa representatividade também para fora dos palcos, será contratada uma equipe técnica composta por no mínimo 80% de pessoas pretas. Também será observada a questão de gênero, considerando um mínimo de 50% de mulheres entre todos os profissionais envolvidos no espetáculo.


Todas as 13 apresentações terão a presença de um(a) tradutor(a) de libras, e o documentário contará também com uma janela de libras. Os espaços escolhidos para sediar as apresentações deverão ter total acessibilidade a PcDs, como rampas de acesso, espaços para cadeirantes, piso tátil, banheiros adaptados, entre outras ações. Uma das apresentações será totalmente destinada a pessoas com deficiência auditiva, onde o público vai estar participando diretamente no palco adaptado, próximo aos instrumentos pulsativos, para que sintam a vibração dos sons.


Em todos os shows haverá uma cota de ingresso social gratuito voltada ao povo preto. Toda a renda de bilheteria será revertida para ONGs e projetos sociais como o AmbiAfro, o Movimento Black Money e o Potências Negras.

EQUIPE

A banda que acompanha Henrique Krispim nesse projeto chama-se Kim'Banda e é composta atualmente pelos músicos:

- Yves Remont: Guitarrista preto com 11 anos de experiência, tocou com a banda Intocáveis Rock Band, Flamenco Guitar Trio e Projeto Canto para a Lua.

- Rogério Menudo: Baixista preto com 20 anos de experiência, atualmente dá aulas de música e já tocou com Biro do Cavaco, Grupo Art e Soweto.

- Dema: Baterista preto com 27 anos de experiência, toca com diversas bandas de rock em bares paulistanos, já tocou no projeto Rap Sensation e acompanhou diversas orquestras.


LINKS

Teasers para Instagram Henrique Krispim: http://bit.ly/teasers-insta

Imagens de referência para cenografia e figurinos: http://bit.ly/refs-visuais

Ensaio da música "Canto de Ossanha": http://bit.ly/ensaio-ossanha

Guitarra da música "Canto de Ossanha": http://bit.ly/guitarra-ossanha


REDES SOCIAIS

Instagram: https://www.instagram.com/orikimbanda/

Streaming: https://onerpm.link/200103346085