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Van Halen1: o álbum que reinventou o Hard Rock

Updated: Aug 3



O álbum de estréia auto-intitulado do Van Halen chegou às ruas em fevereiro de 1978, e o rock nunca seria o mesmo. Lançado em um clima dominado por Disco, Punk e cantores delicados, o Van Halen trouxe o som e a atitude extravagante da Sunset Strip ao mundo do Rock que já estava implorando por algo novo.


O álbum contou com a seguinte formação : David Lee Roth (vocal), Michael Anthony (baixo), Alex Van Halen (bateria) e Eddie Van Halen na guitarra.

Van Halen 1 vendeu mais de 10 milhões de cópias e está entre os melhores álbuns de Rock de todos os tempos. O incrível estilo de Eddie, já conhecido na Strip, trouxe-lhe fama instantânea como o jovem guitarrista mais quente do Rock. Sua carreira continuaria em quatro décadas, e Van Halen acabaria, em um determinado período dos anos 80, tornando-se a maior banda do mundo.


Eddie Van Halen é um inovador, um ícone e um gênio. O caminho do Hard Rock mudaria para sempre por causa de suas contribuições para o mundo da guitarra.


Nasce um Guitar Hero

Muitos ainda se lembram da confusão e do espanto total que sentiram na primeira vez em que ouviram Van Halen. Em todas as faixas, Eddie arrancava sons impossíveis do instrumento, e às vezes, parecia que ele nem tocava o mesmo instrumento que todos os outros. Ele tinha que estar fazendo algo diferente e rumores de amplificadores hot-rod, guitarras e pedais de efeitos enganadores flutuavam pela comunidade da guitarra. Parte disso era verdade. Eddie trabalhou incansavelmente em suas guitarras e outros equipamentos para tirar o máximo de proveito deles. Mas também era verdade que Eddie era simplesmente melhor do que todos os outros. Inevitavelmente, guitarristas de todo o mundo começaram a chegar à mesma conclusão: o nível foi elevado. E eles estavam certos. Este jovem e impetuoso músico que eles ouviram no disco seria um dia reconhecido como um dos maiores guitarristas de todos os tempos.


Felizmente, muitos jovens guitarristas optaram por seguir sua liderança e continuaram praticando. Com o Van Halen, o jovem Eddie iniciou uma revolução na guitarra. Alguns passaram seguir o modelo que ele havia estabelecido, formar suas próprias bandas e fazer sua própria história.

A geração “shred” trouxe alguns dos maiores guitarristas do rock já conhecidos na vanguarda. Van Halen começou tudo.




Frankstrat

As guitarras de Eddie são uma grande fonte de interesse para fãs e guitarristas que procuraram descobrir alguns segredos. Ele mesmo construiu o instrumento principal que usou neste álbum e acabou se tornando famoso pela Frankenstein Strat. Consistia em um corpo e braço Charvel Strat, equipado com um captador Gibson PAF e várias peças da Fender.

Ele fez isso porque, ao contrário de hoje, realmente não havia nada no mercado naquela época com a tocabilidade de um Strat, mas que tivesse um timbre mais denso.


Existem muitos rumores sobre o equipamento inicial de Eddie, mas uma coisa que parece ser consenso é que ele também usou uma Ibanez Destroyer dos anos 70 em grande parte do primeiro disco. Mais tarde, ele cortou um pedaço da Destroyer e os entusiastas do VH agora conhecem essa guitarra como o "Shark".


Legado

A influência de Eddie Van Halen na história do rock é inegável. A música estava mudando rapidamente no início dos anos 80, quando legiões de jovens músicos tentaram imitar seu novo herói da guitarra. A palavra "shredder" logo se tornou parte do nosso vocabulário.

Muitas das bandas rotuladas de "hair bands" são extrapolações diretas do modelo Van Halen: o cantor extravagante, o guitarrista virutose e música divertida falando de festas e bebedeiras. Infelizmente, essas bandas às vezes são lembradas mais pela maneira como se vestem e pelas “power balads” que lançaram.


O fato de haver alguns guitarristas absolutamente incríveis durante esse período é muitas vezes esquecido : George Lynch, Warren DeMartini, Vito Bratta, Reb Beach, etc. Eddie abriu o caminho para esses caras e para muitos outros. Quando a moda Grunge chegou no início dos anos 90, infelizmente não era mais “cool” ser um virtuose da guitarra.





Van Halen 1- faixa a faixa


1. Runnin' with the Devil

A música começa com o que soa como um carro pela estrada com a buzina tocando. Talvez a banda esteja nos alertando sobre o que está prestes a acontecer. É uma música bacana, mas os fogos de artifício ainda estão por vir.

2. Eruption

Esta é a faixa que fez milhões de adolescentes se trancarem em seus quartos com sus guitarras. A primeira vez que você ouve, você se pergunta: "O que aconteceu aqui?" A história diz que Eddie costumava tocar esse e outros solos de costas para a platéia para não revelar seus truques.

3. You Really Got Me

Esta é um cover do hit dos Kinks dos anos 1960, com um pouco de tempero do Eddie para torná-lo especial. Eddie fez um solo memorável, o que ,para mim, é a “cereja do bolo” que faltava na música.

4. Ain't Talkin' 'bout Love

Os arpejos que compõem a seção de introdução e verso, são uma caracteríticas de EVH que veríamos em outras músicas. Os acordes esmagadores do refrão transbordam com um belo timbre de guitarra e o interlúdio arrepiante faz você acreditar que Dave realmente esteve no limite uma ou duas vezes.

5. I’m the One

Eddie simplesmente “desce a mão” nesta música. Com um refrão cativante e várias oportunidades de solo, é uma das joias do Van Halen 1.

6. Jamie's Cryin '

Nada me tira da cabeça que Bete Balanço do Barão Vermelho foi inspirada nessa música do Van Halen : tanto a levada rítmica e o solo do final são bem parecidos.




7. Atomic Punk

Mais uma vez, estamos balançando a cabeça com o que Eddie está tocando. Essa sensação é provocada por um pouco do efeito de Phaser e “pick scraping” que Eddie sabe usar como ninguém.

8. Feel Your Love Tonight

O riff desta música é simplesmente uma das pedras fundamentais do que viria a ser o Hard Rock dos anos 80. Esta é a música que você escuta quando viaja no seu conversível em um dia de verão. Vibe total da Califórnia!

9. Little Dreamer

Essa música provavelmente nos lembra alguém que conhecíamos que nunca parecia acertar as coisas. Ou talvez nos lembre que, com a quantidade certa de tenacidade, possamos extrair sons incríveis de nossas guitarras. De qualquer forma, é uma ótima música.



10. Ice Cream Man

A música começa com um típico Shuffle acústico de blues e se transforma em uma festa de despedida. Eddie no seu melhor estilo, faz um incendiário solo com uma seção de “tappings” de arrepiar.

11. On Fire

O álbum termina com não apenas um estrondo, mas talvez algo mais parecido com dois caminhões batendo de frente a toda velocidade. É cruel, é pesado e deixa você querendo mais.


Texto escrito por Oswaldo Marques

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